A tese é: “como é o homem, assim é o estado”. Para Platão, a conduta humana tem três fontes: desejo, emoção e conhecimento. Todos os seres humanos compartilham dessas três fontes, mas alguns tendem mais a uma que as outras. Nos que predomina o desejo são em geral almas inquietas, ansiosas em adquirir, geralmente são homens que dominam e manejam a indústria. Já naqueles que predomina a emoção, estes são movidos por sentimento, coragem, ousadia; são os homens que formam os exércitos e marinhas do mundo. Homens em que predomina o conhecimento são aqueles que não tem afã por bens, nem por vitória, seu refúgio secreto é a verdade. Para Platão, uma ação individual eficaz é aquela onde desejo e emoção são guiados pelo conhecimento. O estado perfeito é onde ciência e filosofia, nutridos e protegidos, governam. A figura ideal é a do filósofo rei.
O problema político em Platão
Platão reconhece que os homens não se satisfazem com uma vida simples e humilde. Querem adquirir mais e mais. São ambiciosos, competidores e envejosos. O resultado é a rivalidade e a guerra. Por conta disso, as formas de governo perecem pelo excesso. A aristocracia pelo excesso de poder nas mãos de uns poucos, a oligarquia pelo excesso de riqueza também de poucos, resultando em revolução. A democracia perece pelo excesso de democracia, ou seja, muito poder nas mãos de um povo despreparado, resultando em tirania ou autocracia. O problema de filosofia política é encontrar um método para eleger e preparar os melhores para governar em prol do bem comum.
O problema ético em Platão
Numa discussão na casa de Céfalo, um rico aristocrata, dá indicação do modo de tratamento do problema ético em Platão. Sócrates pergunta a Céfalo o que ele entende por justiça. Transímaco, sofista presente, afirma que justiça é o interesse do mais forte. Em Gorgias, Calicíes afirma que moralidade é invenção dos fracos e que as verdadeiras virtudes são a coragem e a inteligência. Sócrates não enfrenta a questão de forma absoluta, mas indica que a justiça como relação de indivíduos depende da organização social. Platão pretende vincular moralidade pessoal com reconstrução social e política. Veja os detalhes no mapa abaixo.
A preparação de Platão
Platão teve sua preparação em meio a riqueza. O encontro com Sócrates foi crucial para sua formação. Platão tinha 28 anos quando Sócrates foi executado. Essa experiência provavelmente exerceu forte influência em sua crítica à multidão e a democracia. Após a morte de Sócrates foi aconselhado a sair de Atenas. Ficou errante por 12 anos, provavelmente passou pelo Egito e Itália. Retornou à Atenas com 40 anos.
Sócrates (470 – 399 a.C.)
O mapa mental trata da vida de Sócrates. Filósofo que viveu por volta de 470 a 399 a.C. Sócrates possuía um estilo de vida sui generis, nunca trabalhou, não se preocupava com o amanhã e comia quando convidado à mesa de seus anfitriões. Era um amante da sabedoria, declarado pelo oráculo de Delfos como o homem mais sábio da Grécia. No entanto, seu ponto de partida de sua filosofia tinha duas ênfases: "Só sei que nada sei" e "Conheça-te a ti mesmo". Enquanto os filósofos anteriores se ocuparam do mundo da physis, o tema se Sócrates era a mente do homem. Seu método buscava definições precisas, clareza no pensar, exatidão na análise.
O ambiente de Filosofia de Platão
Durant (1994), apresenta o ambiente que, de certo modo, moldou o pensamento de Platão e da filosofia grega. A localização da Grécia foi determinante, em especial, Atenas. O contato intenso com diferentes povos, culturas, religiões; fez com que o ateniense atenuasse dogmas e tradições, criando um ambiente propício para a Filosofia. A derrota para Esparta na guerra do Peloponeso (430 – 400 a. C.), consolidou uma certa desconfiança da democracia, que mal praticada abria espaço para a tirania e favorecia uma posição a favor da aristocracia.
História da Filosofia: introdução
Segue um mapa mental da introdução da obra “História da Filosofia” de Will Durant. Na introdução o autor afirma que há um prazer na Filosofia porque com ela lutamos contra o caos e que apesar da Filosofia não nos fazer ricos, nos faz livres. No texto o autor destaca a diferença entre Filosofia e Ciência e sua função de fazer juízos críticos e coordenar os fins. Por fim o autor apresenta a Filosofia dividida em cinco campos: Lógica, Estética, Ética, Política e Metafísica.

